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Jesus, o Messias da Humanidade Terrestre
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Marta Antunes de Moura*

O Espírito Emmanuel nos faz as seguintes considerações(1):
Rezam as tradições do mundo espiritual que na direção de todos os fenômenos, do nosso sistema, existe uma Comunidade de Espíritos puros e eleitos pelo Senhor supremo do Universo, em cujas mãos se conservam as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias.

Essa Comunidade de seres angélicos e perfeitos, da qual é Jesus um dos membros divinos, ao que nos foi dado saber, apenas já se reuniu, nas proximidades da Terra, para a solução de problemas decisivos da organização e da direção do nosso planeta, por duas vezes no curso dos milênios conhecidos.

A primeira, verificou-se quando o orbe terrestre se desprendia da nebulosa solar, a fim de que se lançassem, no Tempo e no Espaço, as balizas do nosso sistema cosmogônico e os pródromos da vida na matéria em ignição, do planeta, e a segunda, quando se decidia a vinda do Senhor à face da Terra, trazendo à família humana a lição imortal do seu Evangelho de amor e redenção. Vemos, dessa forma, a excelsitude de Jesus, o construtor da nossa moradia, planeta destinado à nossa melhoria espiritual.

Jesus [...], com as suas legiões de trabalhadores divinos, lançou o escopo da sua misericórdia sobre o bloco de matéria informe, que a sabedoria do Pai deslocara do Sol para as suas mãos augustas e compassivas. Operou a escultura geológica do orbe terreno, talhando a escola abençoada e grandiosa, na qual o seu coração haveria de expandir-se.

A despeito do caráter reformador que Jesus imprimiu à Lei de Deus, recebida mediunicamente por Moisés e conhecida como os Dez Mandamentos, na verdade o Cristo ensinou como compreendê-la e colocá-la em prática. (2)

Jesus não veio destruir a lei, isto é, a lei de Deus; veio cumpri-la, isto é, desenvolvê-la, dar-lhe o verdadeiro sentido e adaptá-la ao grau de adiantamento dos homens. Por isso é que se nos depara, nessa lei, os princípios dos deveres para com Deus e para com o próximo, base da sua doutrina. [...]

combatendo constantemente o abuso das práticas exteriores e as falsas interpretações, por mais r
adical reforma não podia fazê-las passar, do que as reduzindo a esta única prescrição: "Amar a Deusacima de todas as coisas e o próximo como a si mesmo", e acrescentando: aí estão a lei toda e os profetas.

Jesus tem por missão encaminhar a humanidade terrestre ao bem, disponibilizando condições para que o ser humano evolua em conhecimento e em moralidade: "Tendo por missão transmitir aos homens o pensamento de Deus,somente a sua doutrina, em toda a pureza, pode exprimir esse pensamento. Por isso foi que Ele disse: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada."(3)

A vinda do Cristo mostra que a Humanidade estava em condições de receber ensinamentos superiores. "Começava a era definitiva da maioridade espiritual da humanidade terrestre, uma vez que Jesus, com a sua exemplificação divina, entregaria o código da fraternidade e do amor a todos os corações." (4)

Jesus nasceu num momento em que o mundo estava mergulhado numa miscelânea de ideias religiosas,
predominantemente politeístas. O "[...] mundo era um imenso rebanho desgarrado. Cada povo fazia da religião uma nova fonte de vaidades, salientando-se que muitos cultos religiosos do Oriente caminhavam para o terreno franco da dissolução e da imoralidade [...]." (5)

O [...] Cristo vinha trazer ao mundo os fundamentos eternos da verdade e do amor. Sua palavra, mansa e generosa, reunia todos os infortunados e todos os pecadores. Escolheu os ambientes mais pobres e mais desataviados para viver a intensidade de suas lições sublimes, mostrando aos homens que a verdade dispensava o cenário suntuoso dos areópagos, dos fóruns e dos templos, para fazer-se ouvir na sua misteriosa beleza.

Suas pregações, na praça pública, verificam-se a propósito dos seres mais desprotegidos e desclassificados, como a demonstrar que a sua palavra vinha reunir todas as criaturas na mesma vibração de fraternidade e na mesma estrada luminosa do amor. Combateu pacificamente todas as violências oficiais do Judaísmo, renovando a Lei Antiga com a doutrina do esclarecimento, da tolerância e do perdão.

Espalhou as mais claras visões da vida imortal, ensinando às criaturas terrestres que existe algo superior às pátrias, às bandeiras, ao sangue e às leis humanas. Sua palavra profunda, enérgica e misericordiosa, refundiu todas as filosofias, aclarou o caminho das ciências e já teria irmanado todas as religiões da Terra, se a impiedade dos homens não fizesse valer o peso da iniquidade na balança da redenção.

A mensagem cristã causa impacto por ser límpida e cristalina, livre de fórmulas iniciáticas, de manifestações de culto externo ou de interpretações teológicas.

Não se reveste o ensinamento de Jesus de quaisquer fórmulas complicadas. Guardando embora o devido respeito a todas as escolas de revelação da fé com os seus colégios iniciáticos, notamos que o Senhor desce da Altura, a fim de libertar o templo do coração humano para a sublimidade do amor e da luz, através da fraternidade, do amor e do conhecimento. Para isso, o Mestre não exige que os homens se façam heróis ou santos de um dia para outro. Não pede que os seguidores pratiquem milagres, nem lhes reclama o impossível. Dirige-se a palavra dele à vida comum, aos campos mais simples do sentimento, à luta vulgar e às experiências de cada dia. (6)

Vemos, então, que a mensagem cristã esclarece que o "[...] Velho Testamento é o alicerce da Revelação divina. O Evangelho é o edifício da redenção das almas. Como tal, devia ser procurada a lição de Jesus, não mais para qualquer exposição teórica, mas visando cada discípulo o aperfeiçoamento de si mesmo, desdobrando as edificações do divino Mestre no terreno definitivo do Espírito."(7)

Neste sentido, é importante compreender que o Cristianismo é "[...] a síntese, em simplicidade e luz, de todos os sistemas religiosos mais antigos, expressões fragmentárias das verdades sublimes trazidas ao mundo na palavra imorredoura de Jesus."(8) Sendo assim, o cristão verdadeiro "[...] deve buscar, antes de tudo, o modelo nos exemplos do Mestre, porque o Cristo ensinou com amor e humildade o segredo da felicidade espiritual, sendo imprescindível que todos os discípulos edifiquem no íntimo essas virtudes, com as quais saberão remontar ao calvário de suas dores, no momento oportuno."(9)

-Marta Antunes Moura, coordenadora das Comissões Regionais na área da Mediunidade da Federação Espírita Brasileira (FEB), Vice-presidente da FEB.

REFERÊNCIAS
1. XAVIER, Francisco Cândido. A caminho da luz. Pelo Espírito Emmanuel. 33. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. Cap. 1 (A gênese planetária), item: A comunidade dos espíritos puros.
2. KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. 125. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. Cap. 1, item 3.
3. _____. A gênese. Tradução de Guillon Ribeiro. 50. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. Cap. 17, item 26, p. 432.
4. XAVIER, Francisco Cândido. A caminho da luz. Pelo Espírito Emmanuel. 33. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. Cap. 12 (A vinda de Jesus), item: A manjedoura, p.
5. ______. Item: A grande lição, p. 107-108
6. XAVIER, Francisco Cândido. Boa nova. Pelo Espírito Humberto de Campos. 33. ed. Rio de Janeiro, 2005. Cap. 1 (Boa nova), Item: A grande lição.
7. _____. Roteiro. Pelo Espírito Emmanuel. 1ed. Rio de Janeiro: FEB, 2004. Cap. 13 (A mensagem cristã).
8. _____. O consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 26. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Questão 282.
9. _____. O consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 26. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Questão 286.

 
 
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