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Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho
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- Ari Rangel

Falar sobre o Brasil muitas vezes nos leva a reflexões ora imediatistas, ora apaixonadas. E às vezes até recheadas de revolta. Mas e sob a ótica espiritual? O que nos diz a Doutrina Espírita acerca deste país, marcado por contrastes e de uma diversidade cultural inigualável?

Num primeiro momento a primeira ideia que fazemos é do país do carnaval, do futebol, que já não anda lá essas coisas, depois do massacre alemão, do país da impunidade e da corrupção, do país das desigualdades sociais, dos índices alarmantes, como os da criminalidade e do analfabetismo, por exemplo.

Enfim, essa leitura imediata é natural e mesmo evidente.
Diante de tantos contrastes não dá para fechar os olhos para tantos problemas, principalmente por saber que esse país tem tudo para dar certo e precisa melhorar.

Hoje somos a 8ª economia do mundo, e estudiosos apontam que o Brasil tem potencial para até 2025 tornar-se a 5ª maior do mundo, mesmo que o nosso Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) seja o 85º, atrás de países como Peru, Venezuela, Costa Rica, Panamá, Cuba, etc!

Ou seja, este é o Brasil conhecido pela maioria de nós. Há, entretanto, um outro Brasil com uma missão espiritual extraordinária, pouco conhecida até mesmo no meio espírita.

Em 1938, o espírito do escritor Humberto de Campos, pelas mãos abençoadas de Francisco Cândido Xavier, dava conta de um outro Brasil: um país com uma missão espiritual inigualável: a de abrigar a árvore do Evangelho em sua pureza.

O livro, porém, intitulado: "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho" teve, a princípio, uma leitura equivocada, romanceada. Achou-se que aquele país atrasado passaria a ser um oásis de uma hora para outra.

Ledo engano! Hoje compreende-se que a mensagem contida no livro é de uma missão espiritual que transcende em muito o Brasil que conhecemos.

Conta-nos Humberto de Campos que no final do século XVI, Jesus, o governador espiritual da Terra, em suas visitas costumeiras, indaga de seu ministro para assuntos sociológicos sobre a quantas andava o seu Evangelho de Luz.

Ao que ele, ministro Helil, responde que estavam matando em nome dele, cometendo-se crimes nefastos, expropriações e que o homem lhe adulterara a essência em nome do poder transitório do mundo.

Decide o Mestre, então, transplantar a árvore de seu Evangelho para um outro lugar onde ela pudesse prosperar e seus ensinamentos não sofressem com a intervenção dos interesses imediatistas.

Helil delibera convocar espíritos comprometidos com o passado, desejosos de renovação, como padres inquisidores, cruzadistas, senhores feudais, etc, para cultivar aquela terra virgem que daria abrigo ao Evangelho Redivivo do Senhor:

Há uma terra nova, onde Jesus implantará o seu Evangelho de caridade, de perdão e de amor indefiníveis.

Nos séculos futuros, essa pátria generosa será a terra da promissão para todos os infelizes. Dos seus celeiros inesgotáveis sairá o pão de luz para todas as almas; mas preciso se faz nos voltemos para o seu solo virgem e exuberante a construir-lhe as bases com os nossos devotamentos.

Antes de aqui chegarem, entretanto, é o próprio ministro do Cristo quem se corporifica, em 1394, para auxiliar na descoberta do Novo Mundo, na figura de Henrique de Sagres, o heroico infante de Sagres, tal qual a conhecemos no campo das navegações e descobertas. Há assim, uma gigantesca força-tarefa para que o Evangelho do Mestre estivesse salvaguardado naquela nova Terra.

Descreve-nos Humberto de Campos o momento majestoso em que Jesus roga as bênçãos de seu Pai para aquele solo virgem:

Para esta terra maravilhosa e bendita será transplantada a árvore de meu Evangelho de piedade e amor. No seu solo dadivoso e fertilíssimo todos os povos da Terra aprenderão a lei da fraternidade universal.

Sob estes céus serão entoados os hosanas mais ternos à misericórdia do Pai Celestial. (...) Aqui, Helil, sob a luz misericordiosa das estrelas da cruz, ficará localizado o coração do mundo!".

Conforme dissemos acima, o livro foi, a princípio, mal interpretado e ainda hoje recebe críticas por não retratar as grandes revoltas sociais, o que faz, por exemplo, os historiadores marxistas não o verem com bons olhos.

Acontece, porém, que a espiritualidade, sabiamente, precisou ser cautelosa, já que à época em que o livro foi lançado, 1938, o Brasil vivia em plena ditadura Vargas, poupando o médium e a editora de maiores dissabores?

Hoje, entretanto, compreendemos melhor a missão que cabe à nação mais espírita do mundo, mais católica e uma das mais Evangélicas de toda a Terra, onde a diversidade cultural representa a sua unidade.

Um país ímpar, analisado sob este aspecto, que, infelizmente, pouco nos damos conta, insistindo no "complexo de vira-lata", de que nos falava Nelson Rodrigues, enxergando apenas e tão somente as nossas mazelas, desprezando as muitas bênçãos aqui existentes.

Não queremos com isso deixar de ver que o Brasil ainda precisa ser passado a limpo. Que precisamos trazer o Evangelho para o nosso cotidiano, em todas as esferas, para aí, sim, compreendermos que este é o Coração do Mundo e a Pátria do Evangelho.

Perguntado, certa feita, sobre o livro que psicografara, Chico Xavier respondeu:

"Nunca os espíritos disseram que o Brasil seria um mar de rosas; e não podemos esquecer que o fundador do Cristianismo morreu numa cruz para difundir o seu Evangelho de luz." (Chico Xavier)

Para os espíritas, principalmente, cabe sempre refletirmos acerca de estarmos presentemente reencarnados neste solo abençoado, na Terra do Evangelho Restaurado, conhecendo esta Doutrina, que somente aqui encontrou solo fértil para que a árvore do Evangelho estivesse a salvo das insanidades do poder transitório.

A terra escolhida por Jesus! Sem ufanismo e com espírito de gratidão, devemos, sim, agradecer pelo Brasil que nos acolhe, "dando a César o que é de César e a Deus o que é de Deus".

 

- Escritor e expositor espírita

 
 
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