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Chega ao fim a missão do telescópio espacial Kepler, da Nasa
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Esta ilustração mostra o caçador de exoplanetas da NASA, o telescópio espacial Kepler. A agência anunciou que o Kepler ficou sem combustível e está sendo reformado na sua órbita atual e segura, longe da Terra. O Kepler deixa um legado de mais de 2.600 descobertas exoplanetárias.
Crédito: NASA/Wendy Stenzel/Daniel Rutter

 

Depois de nove anos no espaço profundo recolhendo dados que indicam que o nosso céu está apinhado com bilhões de planetas escondidos - até mais planetas do que estrelas -, o telescópio espacial Kepler, da NASA, ficou sem o combustível necessário para realizar mais operações científicas. A NASA decidiu reformar o observatório na sua órbita atual e segura, longe da Terra. O Kepler deixa assim um legado de mais de 2.600 planetas descobertos além do nosso Sistema Solar, muitos dos quais podem ser lugares promissores para a vida.

"Como a primeira missão de caça exoplanetária da NASA, o Kepler excedeu todas as nossas expectativas e abriu o caminho para a nossa exploração e busca por vida no Sistema Solar e além," comenta Thomas Zurbuchen, administrador associado do Diretoria de Missões Científicas da NASA em Washington. "Não só nos mostrou quantos planetas podem existir 'lá fora', como também desencadeou um campo de investigação totalmente novo e robusto que impressionou a comunidade científica. As suas descobertas científicas lançaram uma nova luz sobre o nosso lugar no Universo e iluminaram os mistérios e possibilidades tentadoras entre as estrelas."

O Kepler abriu os nossos olhos para a diversidade de planetas que existem na nossa Galáxia. A análise mais recente das descobertas do Kepler conclui que 20 a 50% das estrelas visíveis no céu noturno provavelmente terão planetas pequenos, possivelmente rochosos, de tamanho parecido à Terra, e localizados dentro da zona habitável. Isto significa que estão localizados a distâncias das suas estrelas-mãe onde a água líquida - um ingrediente vital para a vida como a conhecemos - pode acumular-se à superfície.

O tamanho mais comum de planeta que o Kepler encontrou não existe no nosso Sistema Solar - um mundo entre o tamanho da Terra e Netuno - e temos muito a aprender sobre esses planetas. O Kepler também descobriu que a natureza produz frequentemente sistemas planetários "recheados", em alguns casos com tantos planetas em órbita íntima da sua estrela-mãe que o nosso próprio Sistema Solar interior parece escasso em comparação.

"Quando começamos a conceber esta missão, há 35 anos, não conhecíamos um único planeta fora do nosso Sistema Solar," comenta William Borucki, investigador principal e que fundou a missão Kepler, agora aposentado do Centro de Pesquisa Ames, da NASA, em Silicon Valley, no estado americano da Califórnia. "Agora que sabemos que os planetas existem por toda parte, o Kepler colocou-nos num novo percurso que é promissor para as futuras gerações que explorem a nossa Galáxia."

Lançado no dia 6 de março de 2009, o telescópio espacial Kepler combinou técnicas de ponta na medição do brilho estelar com a maior câmara digital já equipada, à época, para observações espaciais. Originalmente posicionado para observar continuamente 150.000 estrelas numa região cravejada de estrelas do céu, na direção da constelação de Cisne, o Kepler fez o primeiro levantamento de planetas na nossa Galáxia e tornou-se a primeira missão da agência espacial a detectar planetas do tamanho da Terra nas zonas habitáveis das suas estrelas.

"A missão Kepler foi baseada num design muito inovador. Este tipo de ciência teve uma abordagem extremamente inteligente," comenta Leslie Livesay, diretora para astronomia e física do JPL da NASA, gerente do projeto Kepler durante o desenvolvimento da missão. "Existiram definitivamente desafios, mas o Kepler tinha uma equipe extremamente talentosa de cientistas e engenheiros que os superaram."

Quatro anos depois do início da missão, após os objetivos principais terem sido alcançados, as falhas mecânicas interromperam temporariamente as observações. A equipe da missão foi capaz de criar uma solução, mudando o campo de visão da nave mais ou menos a cada três meses. Isto permitiu uma missão estendida, de nome K2, que durou tanto quanto a primeira missão e elevou a contagem de estrelas estudadas para mais de 500.000.

A observação de tantas estrelas permitiu com que os cientistas entendessem melhor os comportamentos e propriedades estelares, informações críticas no estudo dos planetas que os orbitam. Novas investigações sobre as estrelas, com os dados do Kepler, também estão a melhorar outras áreas da astronomia, como a história da nossa Via Láctea e os estágios iniciais de explosões estelares chamadas supernovas, usadas para estudar a velocidade com que o Universo se expande. Os dados da missão estendida também foram imediatamente disponibilizados para o público e para a comunidade científica, permitindo descobertas a um ritmo incrível e estabelecendo um alto padrão para outras missões. Os cientistas devem passar uma década, ou mais, em busca de novas descobertas no tesouro de dados fornecidos pelo Kepler.

"Sabemos que a reforma do telescópio não é o fim das descobertas do Kepler," realça Jessie Dotson, cientista do projeto Kepler no Centro de Pesquisa Ames, da NASA, em Silicon Valley. "Estou entusiasmada com as diversas descobertas que ainda estão por vir dos nossos dados e como as missões futuras se basearão nos resultados do Kepler."

Antes de aposentar a espaçonave, os cientistas puxaram o Kepler até seu potencial máximo, completando com sucesso múltiplas campanhas de observação e transmitindo valiosos dados científicos, mesmo após os avisos iniciais de baixo combustível. Os dados mais recentes, da Campanha 19, vão complementar os dados do mais novo caçador de exoplanetas da NASA, o TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite), lançado em abril. O TESS baseia-se na fundação do Kepler, com novos lotes de dados na sua busca por planetas em órbita de cerca de 200.000 das estrelas mais brilhantes e próximas da Terra, mundos que mais tarde podem ser explorados por missões como a do Telescópio Espacial James Webb, da NASA.

 
 
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